E, então, livre

A raiva

A raiva é uma dor.

Algo que dói o peito,

e que exige

a prática de se dedicar

à virtudes.

Praticando tais,

estas se sobrepõe a ação impulsiva.

Substituem a ação agressiva e cruel,

formando a sensação de bem estar,

forjando uma sensação de segurança.

Que vem de saber, que por nunca agredir ninguém,

se está seguro contra as agressões dos outros.

O momento maravilhoso

vem quando se forjou diversas sabedorias dentro de si,

que permitem a si, sempre agir de maneira pacífica.

Depois disso, já se sabendo como agir sem agredir,

vem o momento em que o peito solta o ar,

Relaxando uma dor antiga.

Como se o ar estivesse preso

a tempos

E só neste momento saiu

Sabe-se, então, que se está livre da raiva.

A ação pacifica venceu,

E a raiva não é mais o regente de suas ações.

2 comentários em “E, então, livre”

  1. Passei tanto tempo dominando a raiva, que em represália ela às vezes me domina. Seu poema me inspira a me pacificar com ela, pra curar a raiva ao invés de combatê-la. Sempre o caminho do amor, eu concluo. E intuo: amar na raiva o que ela foi linguagem em mim.

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